O seu filho comia bem e aceitava praticamente todos os alimentos… e agora parece não querer comer?
Recusa refeições, perde o interesse pela comida ou come muito menos do que antes?

Calma. Na maioria dos casos, isto faz parte do desenvolvimento normal da criança e tem um nome: anorexia fisiológica infantil.

Apesar do nome poder assustar, a anorexia fisiológica é uma fase expectável e muito frequente sobretudo entre o 1.º e os 3 anos de vida.

O que é a anorexia fisiológica infantil?

Durante o primeiro ano de vida, o bebé atravessa o período de crescimento mais rápido de toda a vida.

Mês após mês, surgem novas competências:

  • desenvolvimento motor;
  • evolução sensorial;
  • aprendizagem social;
  • crescimento acelerado.

Porém, após o primeiro ano, a velocidade de crescimento diminui drasticamente.

E quando o crescimento abranda, as necessidades energéticas e nutricionais também diminuem.

Como consequência, é natural que:

  • o apetite reduza;
  • exista menor interesse pela comida;
  • a ingestão alimentar varie bastante de dia para dia.

Na prática, a criança simplesmente já não precisa de comer tanto como antes.

Porque varia tanto o apetite da criança?

O crescimento infantil não é linear — acontece “em degraus”.

Isto significa que existem fases em que a criança cresce mais rapidamente e outras em que o crescimento estabiliza temporariamente. Estas oscilações refletem-se diretamente no apetite.

Por isso, é perfeitamente normal existirem:

  • dias de maior fome;
  • fases de menor apetite;
  • semanas em que a criança come menos;
  • preferência por determinados alimentos numa fase e rejeição noutra.

✅ Estas variações são geralmente fisiológicas e fazem parte de um desenvolvimento saudável.

O comportamento alimentar muda após o 1.º ano

Entre os 1 e 3 anos, a criança desenvolve:

  • maior autonomia;
  • necessidade de afirmação;
  • construção da personalidade;
  • desejo de controlo sobre o ambiente.

E a alimentação passa também a ser uma forma de expressão.

Nesta fase, é comum a criança:

  • querer comer sozinha;
  • recusar a colher;
  • selecionar alimentos;
  • dizer “não” frequentemente;
  • testar limites durante as refeições.

Embora desafiante para os pais, este comportamento faz parte do desenvolvimento emocional e social da criança.

O que fazer quando a criança perde o apetite?

A melhor abordagem passa por respeitar o ritmo natural da criança e manter uma relação positiva com a comida.

Recomendações importantes:

✅ respeitar os sinais de fome e saciedade;
✅ oferecer refeições completas, equilibradas e variadas;
✅ manter horários consistentes;
✅ evitar pressão para comer;
✅ não insistir nem forçar;
✅ evitar distrações excessivas durante as refeições;
✅ não comparar crianças entre si.

Cada criança é única e tem o seu próprio padrão de crescimento, desenvolvimento e apetite.

Alimentação infantil: mais importante do que a quantidade é a relação com a comida

Nesta fase da infância, o mais importante não é a quantidade exata que a criança come em cada refeição.

O foco deve estar em:

  • promover autonomia alimentar;
  • criar um ambiente tranquilo à mesa;
  • estimular hábitos alimentares saudáveis;
  • preservar a capacidade natural de autorregulação da fome e saciedade.

Existindo este cenário, a quantidade de comida ajustar-se-á naturalmente.

❤️ A alimentação infantil saudável constrói-se ao longo do tempo, sem pressão, culpa ou ansiedade.

Na Petit Papão, acreditamos numa alimentação equilibrada, nutritiva e adaptada às diferentes etapas do desenvolvimento da criança — sempre com base na ciência e no respeito pelo ritmo de cada bebé.

Share