A alimentação nos primeiros anos de vida tem um impacto direto no crescimento, no desenvolvimento e, claro, na formação das preferências alimentares futuras da criança. Por isso, o ideal é retardar ao máximo a introdução de açúcar na alimentação infantil.
Segundo as recomendações nacionais e internacionais, o consumo de alimentos com adição de açúcar está desaconselhado até aos 24 meses.
Mas afinal, porque existe tanta preocupação com o açúcar em bebés e crianças?
Porque gostam tanto os bebés de sabores doces?
Os bebés têm uma preferência inata pelo sabor doce, ou seja, nascem a gostar mais do doce. E é uma tendência que se mantém, porque os primeiros alimentos que ingere são doces, basta olhar para o leite.
O problema surge quando existe uma exposição precoce e frequente a alimentos muito açucarados, condicionando o paladar da criança e aumentando a preferência por sabores intensamente doces ao longo da vida.
Açúcar natural vs açúcar adicionado: qual a diferença?
Nem todos os açúcares são iguais.
Existem:
- Açúcares naturalmente presentes em alimentos como fruta, hortícolas, leite e alguns cereais;
- Açúcares adicionados, como sacarose, xaropes, mel, concentrados de fruta, maltodextrinas, dextrose ou açúcar invertido.
O principal problema está nos açúcares livres e adicionados, associados a vários efeitos negativos na saúde infantil.
Quais os riscos do excesso de açúcar na infância?
O consumo excessivo de açúcar pode contribuir para:
- aumento do risco de obesidade infantil;
- diabetes tipo 2;
- doenças cardiovasculares;
- cáries dentárias;
- alterações da perceção de saciedade;
- menor qualidade nutricional da alimentação;
- défices de vitaminas e minerais importantes para o sistema imunitário, crescimento e desenvolvimento cognitivo.
Como identificar açúcar escondido nos alimentos?
Descobrir o teor de açúcar de um produto nem sempre é simples. Muitos alimentos aparentemente “saudáveis” possuem açúcar adicionado escondido sob diferentes nomes.
Ao escolher produtos para bebés e crianças:
– leia cuidadosamente a lista de ingredientes;
– prefira alimentos “sem adição de açúcares”;
– ainda assim, esteja atento a termos como:
- xaropes;
- maltodextrinas;
- açúcar invertido;
- cereais hidrolisados;
- amido modificado;
- melaço;
- mel;
- glicose, maltose, dextrose;
- entre outros.
A lista de ingredientes é uma das informações mais importantes do rótulo alimentar.
E depois dos 2 anos?
A partir dos 2 anos, a Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de açúcar seja inferior a 5% do valor energético diário.
Na prática, isto corresponde aproximadamente a 12g de açúcar por dia; parece pouco, mas 1 iogurte de aroma pode atingir facilmente este valor (já o natural possui menos de metade).
Como reduzir naturalmente a vontade de doces?
Proibir completamente nem sempre é a melhor solução. O mais importante é promover uma relação equilibrada com os alimentos.
Algumas estratégias úteis:
- dar o exemplo em casa;
- evitar usar doces como recompensa;
- não rotular alimentos como “bons” ou “maus”, pois podem criar aversões;
- estimular diariamente novos sabores e texturas;
- optar por alimentos naturalmente doces, como banana, batata-doce, maçã, pera, cenoura, etc..
Pequenas escolhas fazem uma grande diferença
Na Petit Papão acreditamos que a prevenção começa desde cedo, através de escolhas alimentares simples, naturais e equilibradas.
Quanto menor for a exposição precoce ao açúcar, maior será a probabilidade de construir hábitos alimentares saudáveis para toda a vida.
🍃 Continue a acompanhar a equipa Petit Papão para mais dicas sobre alimentação infantil saudável.